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Pára-quedismo

 

A história

Segundo a literatura, o pára-quedismo começou na China, há 2000 anos. Os chineses realizavam saltos de torres enormes para abrilhantar festas imperiais, saltavam com guarda-sóis imensos.
Muitos anos passaram até outro registro do pára-quedas que surgiu com o pintor Leonardo da Vinci. Ele desenhou um pára-quedas em forma de pirâmide. Esse pára-quedas não foi construído na época, mas foi desenvolvido e testado, com materiais que já estavam disponíveis no mesmo período, recentemente há 2 anos por um francês.
O primeiro salto de pára-quedas foi realizado por Andrew Jacques Garnerim, no dia 22 de outubro de 1797, a partir de um balão. Considerado o primeiro pára-quedista, Garnerim realizou um salto histórico na cidade de Paris, a 600metros de altura. Porém, para se certificar de que a engenhoca iria funcionar, Garnerim lançou seu cachorro como cobaia e depois seguiu atrás.

Evolução

O pára-quedas foi a solução que a maioria dos países encontrou para proteger os tripulantes de aviões militares durante a Primeira Guerra Mundial (1914-1918). O pára-quedismo teve sua maior evolução quando foi utilizado como meio de transporte na segunda Guerra Mundial (1939-1945) para o desembarque de tropas na retaguarda da linha de defesa do inimigo. Milhares de soldados saltavam com seus pára-quedas verdes, para facilitar a descida em lugares inóspitos.
Durante os anos 60, o pára-quedismo era somente uma atividade. Nos anos 70, as empresas norte-americanas investiram e desenvolveram um equipamento mais moderno, o qual usamos até hoje, e o pára-quedismo começou a evoluir mais rápido. Foram fundados vários clubes que treinavam os pára-quedistas por um método bem rudimentar.
Nos anos 80, foi inventado o salto duplo e desenvolvido o método AFF (Acelerated Free Fall – queda acelerada), o que possibilitou a difusão do esporte. O pára-quedismo acabou virando um esporte de competições.

Modalidades

Formação em queda-livre – FQL ou TR (Trabalho relativi), Trabalho Relativo de Velames – TRV, Freestyle, Freefly, Skysurf, Big-ways (Grandes formações), Wing suit, Estilo e Precisão.

 

Base Jump

 

B.A.S.E. Jump é um dos esportes mais perigosos do mundo, pois não chance para erros. Também conhecido como fixed object jumping, ou salto de objetos fixos. Basicamente saltar de pára-quedas sem estar voando.
O “B.A.S.E. do nome quer dizer Building, Antenna, Span e Earth, que traduzido significa prédio, antena, ponte e montanha. Esses são os quatros objetos fixos dos quais os base jumpers saltam e, para adquirirem o titulo de BASE precisam já ter saltado das quatro modalidades.
A maioria dos saltos são realizados de alturas muito baixas, o que aumenta o risco de forma exponencial. Na maioria das vezes, não há pára-quedas reserva, já que em grande parte dos casos, se houver uma pane nos equipamento principal, não haveria tempo para a abertura de um reserva.
O pára-quedista Luiz Henrique Tapajós dos Santos, mais conhecido como “Sabiá” , é o “embaixador” do esporte no Brasil. Já foi pentacampeão brasileiro de pára-quedismo e conquistou em fevereiro de 2004, o vice-campeonato mundial de base jump. Com um salto de 312 metros do alto do edifício Petrona Twin Towers, o paulista perdeu apenas para o Australiano Chris McDougall.
O Campeonato Mundial  aconteceu em Kuala Lumpur, Malásia e teve como “palco” o Petrona  Towers, considerado um dos maiores prédios  do mundo, com 88 andares e 452metros. Os saltos foram realizados do 73º andar, com julgamento feito por grandes nomes do pára-quedismo mundial. Os critérios de avaliação dos saltos seguiam alguns quesitos como: acrobacias, pouso no alvo e controle do equipamento, sendo este último a altura exata da abertura do pára-quedas e a distância que o atleta deve manter do prédio.
Sabiá foi um dos precursores do Base Jump no Brasil com cerca de 18 anos de sua vida dedicados ao esporte. Soma em seu cartel aproximadamente 8.500 saltos, sendo cerca de 700 deles de Base Jump. Já chegou a fazer alguns saltos incríveis como um do alto da Torre Eiffel, em Paris, na França.

 

Acrobacia Aérea

O que é Acrobacia Aérea

A acrobacia aérea é, sem dúvidas, um dos mais belos esportes radicais, tanto pela sua plasticidade quanto pela dificuldade. Até porque são poucos os que conseguem pilotar um avião com tanta perícia e habilidade.

O esporte sempre atrai multidões para as suas apresentações. Misturando a técnica com a audácia e a arte com a adrenalina, a acrobacia aérea conquista qualquer um a primeira vista.

A prática surgiu após o término da 1ª Guerra Mundial, quando os pilotos mais habilidosos começaram a realizar manobras com as aeronaves que se encontravam sem função.

Hoje em dia os aviões são projetados especialmente para o esporte, e as competições acontecem em todos os cantos do mundo.

Segundo o piloto e membro da Associação Brasileira de Acrobacia Aérea (ACRO), Augusto Pagliacci, o Brasil é uma das potências do esporte. "Atualmente somos a 6ª maior potência da Acrobacia Aérea no mundo, tanto em número de pilotos quanto de aviões", diz Pagliacci.

História da Acrobacia Aérea

O marco inicial da acrobacia aérea foi o término da Primeira Guerra Mundial. Com o final dos combates, sobraram muitos aviões, que não tinham mais utilidade. Alguns pilotos começaram então a realizar acrobacias com os aviões, que, como não eram construídos com essa finalidade, sempre ofereceram grande risco aos pilotos. A técnica aprendida durante os combates, fez com que eles adquirissem grande habilidade.

Hoje, o risco é menor, já que as aeronaves são projetadas com um maior nível de conhecimento e seguindo uma série de normas que dão maior segurança ao piloto de acrobacia aérea.

No Brasil, as primeiras referências de acrobacia aérea são de 1922, quando os irmãos italianos Robba, iniciaram as instruções acrobáticas na primeira escola de aviação do Campo de Marte em São Paulo, com uma aeronave Bleriot.

Logo depois dos irmãos Robba, surgiram grandes nomes que se tornaram verdadeiros mitos, entre eles os Comandantes Camargo e Pedroso, que, segundo os mais antigos, disputavam a mais bela passagem por debaixo do Viaduto do Chá, no centro de São Paulo.

Um nome que também marcou a acrobacia aérea brasileira foi Alberto Berteli, que começou formando acrobatas na década de 40 no Aeroclube de São Paulo e nunca mais parou. Berteli foi o responsável pelo surgimento da acrobacia esportiva na década de 70, através de seus alunos e seguidores.

A Associação Brasileira de Acrobacia Aérea (ACRO) começou a surgir com a criação do Departamento de Acrobacia Aérea do Aeroclube de São Paulo, que estabeleceu a idéia de se organizar a acrobacia no país. Com a ACRO, também veio o 1º Campeonato Paulista de Acrobacia Aérea, que foi realizado em Itu, em 1983. A ACRO só foi criada oficialmente em 1988, na sede do Departamento de Aviação Civil (DAC), no Rio de Janeiro.

Como são as competições da Acrobacia Aérea

As competições mundiais são realizadas a cada dois anos, sempre em um local diferente. A primeira diferenciação é sobre o tipo de modelo que está sendo utilizado.

As mais tradicionais são: a Citabria, Decatlo, C-150 Aerobat, CAP 10 B, para os menos experientes. Já para os mais avançados, a Pitts S-2A ou S-2B, são as preferidas.

As provas são divididas por categorias: Básica, Esporte, Intermediária, Avançada e Limitada, de acordo com o nível das manobras e das seqüências exigidas.

Existe um espaço determinado por linhas imaginárias conhecido como Box. Os pilotos não podem sair desse Box durante a competição sob condição de ser penalizado.

Equipamentos da Acrobacia Aérea

As aeronaves utilizadas para a Acrobacia Aérea são especiais e tem uma maior disponibilidade para as acrobacias. Essa é a grande diferença para os aviões comuns. Com os modelos comerciais, não é possível realizar as manobras.

Os modelos mais utilizados atualmente são a Citabria, o Decatlo (ou o Super Decatlo), C-150 Aerobat, CAP 10 B, Pitts S-2A e S-2B.

Os outros compartimentos são parecidos com os dos aviões comuns, porém com algumas modificações. Outros itens, porém, são utilizados para dar um charme às apresentações. Como um compartimento que solta fumaça e faz desenhos no céu. Essa talvez seja a maior característica do esporte.

Equipes da Acrobacia Aérea

A Esquadrilha da Fumaça é a principal incentivadora do esporte no País. Seus espetáculos que já foram apresentados por quase todo o país, encantaram e ainda encantam muitas gerações. Quem nunca sonhou em poder ser um piloto de avião? A esquadrilha da fumaça torna esse sonho realidade.

A história começou no ano de 1952, quando um grupo de instrutores da Aeronáutica, após fortes treinamentos, se apresentou. Esse show deu início ao Esquadrão de demonstração Aérea.

Após várias apresentações, em 1963, o esquadrão recebeu o título de Unidade Oficial de Demonstrações Acrobáticas da Força Aérea Brasileira, recebendo sete jatos Super Fouga Magister (T-24), de fabricação francesa.

Após algumas conturbadas paralisações, sempre por problemas com os aviões, o grupo recebeu em 2002, o título de Embaixadores do Brasil no Céu

Quem pode praticar a Acrobacia Aérea

Quem está interessado em praticar a acrobacia aérea deverá antes de tudo tirar uma licença de piloto privado e ter no mínimo 100 horas de vôo. Esses são os requisitos básicos para quem quer fazer as manobras no ar. A partir daí, já sendo piloto licenciado você poderá procurar uma escola e fazer um curso, se especializando em Acrobacia Aérea.

Para o piloto e membro da Associação Brasileira de Acrobacia Aérea (ACRO), Augusto Pagliacci, a companhia oferece toda a base necessária. "Existem escolas especializadas que poderão dar os cursos e tirar todas as dúvidas dos pilotos. Além disso, quem procurar poderá ter contato com outros praticantes".

O site da Associação Brasileira de Acrobacia Aérea é: www.acrobrasil.com.br.

 

Asa Delta

O que é a Asa Delta

O vôo livre vem colorindo os céus do Brasil há quase 30 anos. Do primeiro vôo no Alto do Corcovado, até hoje, muito se passou. O esporte cresceu, ganhou notoriedade e popularidade.

A arte de domar os ventos proporciona a quem pratica uma sensação única de liberdade. Quem nunca quis poder voar como os pássaros? Pois é, quem faz asa delta sabe muito bem como é isso.

Desde a mitologia com Édipo, a humanidade tentou buscar essa conquista. Agora que conseguimos, por que você vai ficar de fora?

A segurança do esporte é uma das principais características que mais chamam a atenção e é a mola propulsora do desenvolvimento.

História da Asa Delta

A história da Asa Delta não é tão antiga quanto o desejo do homem de conquistar o céu. Desde a mitologia de Édipo, esse desejo persegue o homem e foram realizadas muitas tentativas com o objetivo de voar.

Mas foi depois da II Guerra Mundial que a asa delta, de fato, surgiu. Um pesquisador chamado Francis Rogallo foi o primeiro a registrar a patente das asas flexíveis, em 1951. Essa descoberta foi fundamental para o surgimento do esporte. Na mesma época a NASA utilizou a invenção de Rogallo para auxiliar na aterrissagem de foguetes.

O primeiro desenho de uma asa delta como conhecemos atualmente foi realizado por Al Hartig em 1966. A história no Brasil começou quando um piloto francês fez um vôo do alto do Corcovado no Rio de Janeiro em 1974.

O primeiro piloto brasileiro a voar foi Luiz Cláudio, que entrou por acaso na história. Algumas pessoas buscando um morro ideal para iniciar as aulas, encontraram Luiz, que tinha um terreno de acordo com as necessidades para o curso.

Seu primeiro vôo foi realizado no dia 7 de setembro de 1974 no topo da Pedra da Agulhinha, em São Conrado. Em 1975, o número de pilotos já era mais de uma dezena e resolveram, então, realizar o 1º Campeonato Brasileiro de Vôo Livre.

No final de 1975, foi fundada então a Associação Brasileira de Vôo Livre (ABVL) com o objetivo de controlar o acesso à rampa de vôo livre em São Conrado, que acabou sendo definitivamente cedida aos pilotos e utilizada até hoje.

Atualmente a asa delta evoluiu bastante e os equipamentos do passado, deram lugar a asas mais modernas, projetadas por engenheiros aeronáuticos. Alguns modelos chegam à custar mais de 10.000 dólares

Como são as competições de Asa Delta

Existem várias modalidades dentro da asa delta, mas as mais importantes são: triangulação, goal direto e ida e volta. Na prova de triangulação o atleta tem que passar por vários pontos determinados e pousar no goal, que é a chegada.

A competição de goal direto é uma corrida a um determinado ponto. Para comprovar que percorreu o percurso o atleta deve fotografar determinadas paisagens.

Na prova de ida e volta, assim como o nome já diz, o piloto tem que chegar a um determinado local e retornar de onde partiu.

Em todas as formas de competição o vencedor é aquele que demorar o menor tempo para conseguir concluir o objetivo.

Dicas de Asa Delta

Antes de sair voando por aí é necessário realizar um curso com instrutores especializados. A arte de domar os ventos não é nada simples, porém com um pouco de paciência logo você poderá estar voando por aí, com toda segurança.

A boa qualidade do equipamento é fundamental. Ele é a extensão de seu corpo no céu. Portanto cuide bem dele. Sempre esteja atualizado sobre novos equipamentos e técnicas, pois poderão te ajudar na hora do vôo.

Equipamentos da Asa Delta

O equipamento básico da asa delta consiste em algumas partes fundamentais que não devem pesar mais que 15 kg. São elas: asa delta, cinto de vôo, pára-quedas de emergência, capacete e 2 mosquetões.

O preço do equipamento é alto para os padrões brasileiros. Existem equipamentos já usados, mas nem sempre é a melhor saída. Se você tiver condições o ideal mesmo é investir e um bom equipamento.

Pára-quedas de emergência na asa delta

Onde Praticar a Asa Delta

A asa delta pode ser praticada de duas maneiras. A primeira é tradicional, na qual você poderá saltar de uma montanha que possua uma encosta. Já na segunda a asa poderá ser puxada por um reboque.

Os melhores locais para a prática são as regiões de clima seco, onde o atleta poderá aproveitar melhor as térmicas (massas de ar). As cidades litorâneas com montanhas também são boas para a prática.

Os locais mais conhecidos para a prática da asa delta são: Rio de Janeiro, São Paulo, Governador Valadares, Brasília, Andradas e Quixadá

Quem pode praticar a Asa Delta

A asa delta requer aptidões físicas e intelectuais. Por exigir muito do atleta não é qualquer um que pode encarar um vôo. É importante que o atleta tenha um grande domínio das técnicas assim como de seu corpo.

Muito se discute sobre a idade mínima para iniciar no esporte, porém o mais comum é que a idade estipulada seja de 14 anos. Além disso, o atleta tem que ter grande coragem e força de vontade.

O respeito à natureza é fator essencial para o praticante de qualquer esporte, e para a asa delta não é diferente. Cuide sempre da natureza, pois você depende dela para viver.

A imprudência é a maior causadora de acidentes. Seja sempre responsável e não queira ultrapassar seus limites, você poderá se dar mal.

 

Parapente

O que é o Parapente

O parapente é um esporte que mistura toda a adrenalina com a tranqüilidade, em uma sintonia perfeita. É uma modalidade na qual o piloto e o parapente entram em total sintonia com a natureza.

A principal recomendação do paraglidingé respeitar todas as normas de segurança. Dessa maneira você poderá desfilar pelos ares sem a menor preocupação.

A história do esporte está diretamente relacionada com a conquista do espaço. É que os primeiros modelos de parapente foram confeccionados especialmente para as espaçonaves norte-americanas.

Hoje o esporte é praticado por mais de 100 mil pessoas em todo o mundo. O Brasil ocupa atualmente a 7ª colocação do ranking.

André Ramponi dá dicas para iniciantes no parapente

História do Parapente

A história do parapente começou nas pesquisas para retorno de cápsulas espaciais à Terra. O pára-quedista norte-americano e engenheiro em aerodinâmica, David Barish, dedicou-se à criação de um novo pára-quedas especialmente destinado ao projeto Apolo, da NASA.

David produzia alguns protótipos, até que, em 1965, ele construiu uma espécie de pára-quedas. Para realizar alguns ajustes, o americano decolou do monte Hunter, nos Estados Unidos. Logo após esse vôo, David colocou o nome de slope soaring na nova atividade. O equipamento possuía uma forma diferente dos parapentes atuais.

O tecido inferior cobria um terço da corda e ele composto inicialmente de três e, logo em seguida, de cinco grandes gomos. Em 1973, David escreveu o primeiro manual de paragliding, que já mostrava o esporte como uma variante do vôo livre. O manual depois viria a ser considerado como guia para o parapente atual.

Dicas e curiosidades do Parapente

Existem escolas especializadas no parapente que oferecem toda a infra-estrutura necessária para quem quer iniciar no esporte.

Além do curso preparatório que é obrigatório, você terá acesso ao equipamento, entre outros.

Antes de comprar seu equipamento faça um salto em dupla com outro atleta. A partir daí, você vai descobrir se o parapente é seu esporte ou não.

O parapente foi desenvolvido inicialmente para a utilização das espaçonaves do Projeto Apolo, pela Nasa. O sucesso foi tão grande que logo a descoberta tomou conta da cabeça da população.

Equipamentos do Parapente

O equipamento de parapente apresenta algumas características diferentes dos outros esportes, sendo basicamente composto de quatro itens: o velame, o selete, o pára-quedas de emergência e o capacete. O velame constitui a maior parte do equipamento e, é dividido em três partes: a vela, a linha e os tirantes.

A vela é feita de um tipo de nylon especial e funciona como uma asa. Uma de suas características principais é a resistência e a deformação, ou seja, o tecido muda de forma, alterando as características originais do parapente.

O Selete funciona como um casulo e é onde o atleta fica durante o vôo. É importante que seja ajustada a cada piloto, pois seu conforto depende disso.

Para casos de emergência utiliza-se um para-quedas. Ele está acoplado o Selete e só é utilizado caso aconteça algo de muito grave.

 

Onde praticar o Parapente

Os melhores locais para a prática do parapente são as regiões com climas secos, pois o atleta poderá ter um maior aproveitamento das correntes de ar. As regiões litorâneas com montanhas ao redor também oferecem excelentes condições.

O estado de Minas Gerais, juntamente com São Paulo e Rio de Janeiro são os lugares que apresentam o maior desenvolvimento do esporte. A Serra da Mantiqueira, com sua variedade de picos é o local ideal para todo aventureiro.

Quem pode praticar o Parapente

Como o parapente exige um conhecimento das termais e dos ventos, é necessário antes de praticar, fazer um curso especializado. Nos principais locais de salto existem escolas com instrutores capacitados, além de geralmente possuírem o equipamento.

A idade ideal para iniciar os saltos é após os 14 anos, pois aí o praticante já poderá entender melhor todas as noções e princípios básicos do esporte.

O parapente exige muito do lado emocional do atleta.

É muito importante que o praticante tenha muita calma e agilidade em tomar decisões, pois caso aconteça algum problema durante o vôo, só você poderá se ajudar.

 

Balonismo

O que é o Balonismo

Ficar mais próximo do céu. É essa a sensação que o balonismo proporciona aos praticantes do esporte. A eterna vontade do homem de conquistar o céu ganhou força e hoje em dia é uma realidade.

Toda a evolução das técnicas de vôo fez com que a utilização do balão ficasse segura e, quem quer se aventurar tem toda a certeza de que vai apenas curtir o passeio, sem nenhum risco.

O verdadeiro nascimento do balonismo aconteceu quando dois irmãos franceses, Etiene e Joseph Montgofier, em 1783, realizaram o primeiro teste com um balão. O teste foi um sucesso e a partir daí novos vôos foram programados.

Atualmente existem campeonatos de balonismo por todo o mundo. No Brasil, em 1987 foi fundada a Associação Brasileira de Balonismo (ABB), entidade máxima do esporte no Brasil.

O campeão brasileiro de balonismo, Rubens Kalousdian, acredita que qualquer um pode praticar. "Apesar do custo ser relativamente alto, as equipes se juntam e dividem os custos. Dessa maneira todos conseguem participar e estamos tendo um crescimento no número de equipes".

Destaques do balonismo brasileiro dão dicas para iniciantes

História do Balonismo

O balonismo existe há cerca de 2 mil anos. A primeira demonstração foi feita pelo brasileiro Padre Bartholomeu de Gusmão que em 1709, com 23 anos, demonstrou ao Rei João V de Portugal um balão que subiu cerca de 4 metros, mas se incendiou.

O verdadeiro nascimento das atividades aéreas foi com o vôo do balão dos irmãos franceses, Joseph e Etienne Montgolfier, que chegou a atingir cerca de 2.000m de altura.

Alguns brasileiros se sobressaíram no desenvolvimento do balonismo, como Júlio César Ribeiro de Souza em 1881, com o "Victória", Augusto Severo de Albuquerque Maranhão, em 1893 com o "Bartholomeu de Gusmão" e, finalmente, Alberto Santos Dumont, com sua série de dirigíveis.

No começo, os balões prestavam bons serviços à espionagem nas guerras. Napoleão Bonaparte usava-os para observar as movimentações na retaguarda do inimigo e estudar o terreno da batalha. Chegou a criar o primeiro Corpo Militar de Balões. Durante a Guerra Civil Americana, ambos os lados utilizaram balões ancorados, como postos de observação. Também, na Guerra do Paraguai, o Brasil aproveitou os balões para observação militar.

Os balões foram também o berço de outras atividades: o fotógrafo Félix Nadar, em 1858, tirou a primeira fotografia aérea da cidade de Paris, onde tudo havia começado. O primeiro campeonato de balonismo ocorreu em 1963 e o primeiro campeonato mundial em 1973. A partir daí, o crescimento do balonismo foi grande.

O Brasil, que foi pioneiro com Bartholomeu de Gusmão, teve seu renascimento com Victorio Truffi, que construiu um balão e voou em Araraquara, São Paulo, em 1970. Este foi o primeiro vôo da América do Sul de um balão de ar quente moderno.

O Primeiro Encontro Brasileiro de Balonismo aconteceu em 1986, em Casa Branca, São Paulo. Com ele, iniciou a organização da atividade no país, que levou à criação da Associação Brasileira de Balonismo, no mesmo ano.

Como são as competições de Balonismo

As competições de balonismo primam pela técnica e precisão. Os competidores decolam com percursos pré-determinados e tem de atingir cerca de três ou quatro alvos, de acordo com a competição.

A marcação é feita através de um saquinho de areia que o balonista larga sobre os pontos estipulados.

Vence o piloto que tiver a melhor regularidade e cumprir com todos os quesitos estipulados pela organização.

Equipamentos do Balonismo

O balão é dividido em algumas partes independentes, cada uma com uma função diferente. Vamos a elas:

Envelope: o Envelope é com certeza a parte do balão que mais chama a atenção, pelo seu tamanho. É também quem dá a forma ao equipamento. Geralmente feitos de nylon, são preparados para agüentar um calor de até 400ºC e realizar vôos de até 700 horas.

Maçarico: O maçarico é como se fosse o motor do balão. É ele quem transforma o gás em chama e faz com que o envelope mantenha-se cheio. É a partir do maçarico que o balão é controlado.

Cilindro: O cilindro guarda o gás utilizado para a combustão. Funciona como o tanque do automóvel. A quantidade de gás varia de acordo com o tamanho do balão e com o tempo de vôo.

Cesto: Conhecido também como gôndola é utilizado para o transporte dos passageiros. É feito de um material leve e resistente, já que muito peso pode atrapalhar.

Combustível: o combustível utilizado pelos balões é o propano, um gás derivado do petróleo usado pela indústria.

Ventoinha: é utilizada para encher o balão com ar frio.

Onde praticar o Balonismo

Os melhores locais para a prática do balonismo são as grandes planícies, com muitos pastos e áreas abertas. Dessa maneira a decolagem, o acompanhamento da equipe de terra e o pouso se tornam mais fáceis.

O Brasil pelo seu imenso território, é muito favorável para a prática do esporte e pode ser ainda mais explorado no futuro.

Para o campeão brasileiro de balonismo, Rubens Kalousdian, "o país possui excelentes locais aptos para a prática, como por exemplo, a cidade de Piracicaba, em São Paulo, sede do Campeonato Brasileiro".

Quem pode praticar o Balonismo

O balonismo pode ser praticado por qualquer pessoa, desde que tenha os conhecimentos básicos. Pelo fato do equipamento ser caro, o esporte é restrito a um pequeno grupo de pessoas. A solução encontrada para esse problema é a divisão das despesas pela equipe.

Apesar do balonismo ser um esporte bastante difundido, a maioria das pessoas que inicia no esporte vem através de algum conhecido que já pratica. No início, geralmente, o praticante faz parte da equipe de terra, para depois voar sozinho.

 
   
   
   
   

 

 

 

 

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