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Motanhismo

O que é o Montanhismo

O montanhismo é uma atividade esportiva que se baseia no ato de atravessar montanhas, com ou sem a utilização de equipamentos. O termo geralmente é confundido com alpinismo, devido às famosas conquistas dos Alpes europeus. A atividade é um gênero dentro do excursionismo, que nada mais é do que a convivência pacífica com ambientes naturais.

Quem pratica o esporte deseja entrar em perfeito contato com a natureza usufruindo tudo o que ela pode oferecer, sem prejudicá-la. No Brasil, o marco inicial da atividade foi durante a primeira metade do século XIX, quando já eram registradas subidas à Pedra da Gávea, no Rio de Janeiro.

Hoje o montanhismo vem ganhando cada vez mais espaço entre os esportes, sendo muito procurado principalmente por quem para fugir do stress e deseja ter um contato maior com a natureza.

Para o presidente do Centro Excursionista Brasileiro, Francesco Berardi, o fator do crescimento é mesmo a paz que o esporte traz. "O montanhismo é antes de tudo uma maneira de esquecer os problemas das grandes cidades".

A história

O montanhismo pode ser definido como ascensão de montanhas por caminhada ou escalada. Faz parte de conjunto de atividades bastante amplo, denominado excursionismo.
Devido ao fato do montanhismo ter-se iniciado nos Alpes, recebe também o nome de alpinismo, denominação que se generalizou  bastante, tornando-se amplamente aceita. A rigor, a palavra “alpinismo” deveria ser reservada para as atividades montanhísticas realizadas nos Alpes, assim como “andinísmo” para os Andes, “himalaísmo” para o Himalaia, etc.

A Cordilheira dos Alpes é considerada o berço do montanhísmo. A primeira ascensão de vulto a um de seus picos foi o Monte Aiguille, em território francês, por Antoine de Ville, que realizou uma verdadeira escalada sobre rocha. Esse fato ocorreu em 1492 e causou enorme furor na época, pois acreditava-se que as altas montanhas eram habitadas por dragões e seres alienígenas. Tão intenso esse temor que as próximas conquistas alpinas importantes só se deram em 1744 (monte titlis), 1770 (Monte Buet) e 1779 (Monte Velan).
Nos últimos 70 anos, algumas conquistas notáveis foram feitas na cadeia dos Alpes, entre elas o Jungfrau (1811), o Finsteraahorn (1812), o Watterhorn (1854) e o Monte Rosa (1855). Entretanto, só em 1856, quando um grupo de montanhístas conseguiu ascender ao cume do Monte Branco sem auxílio de um guia experiente, é que o esporte começou a apresentar um surto de popularidade na Europa. Encerrava-se, dessa forma, o período do montanhismo puramente exploratório e de caráter  cientifico.
Antes mesmo que muitos dos cumes alpinos fossem escalados pela primeira vez, esforços começaram a ser dirigidos para as montanhas de outras regiões do mundo. Os principais picos do Cáucaso foram conquistados pelos ingleses em 1868. Nos Andes,  o Chimborazo foi vencido em 1880 e o ponto culminante das Américas  - o Aconcágua  (6.659 m) – em 1897. Na África, foi escalado o pico mais alto do continente – o Kilimanjaro (5.895 m) – em 1889, assim como o Kenya em 1899 e o maciço de Ruwenzori em 1906. A seguir, vieram o Trisul (Himalaia) em 1907 e o teto da América do Norte – o Monte Mckinley (6.194 m), localizado no Alasca – em 1913.
A partir do término da década de 50, apareceu o segundo período do montanhísmo esportivo moderno, que se estende até nossos dias . Sucederam-se várias conquistas de picos, agulhas e paredes nos Alpes e nas Dolomitas.
Destacam-se os feitos de Reinhold Messner, que além de ter subido o Everest em 1978 sem recorrer a oxigênio engarrafado, o Nanga Parbat em solo – isto é, desacompanhado – 1979, e novamente o Everest, também em solo, em 1980, já escalou todos os 14 picos do planeta com altitude superior a 8.000 metros.
Mas nas últimas duas décadas, o montanhismo difundiu-se por muitos países e tem experimentado, na atualidade, um constante progresso evolutivo. Sua organização, em âmbito mundial, encontra-se a cargo da Union Internationale des Associations des a Alpinisme  -UIAA com sede em Genebra (Suíça), congregando federações do mundo inteiro.

Onde praticar o Montanhismo

A primeira dica a que se dá para quem quer iniciar no montanhismo é olhar ao redor da sua casa. Se no horizonte tiver alguma montanha, por que não começar por lá? Por estar perto, os gastos são menores. Mas para percorrer qualquer roteiro você terá que estar acompanhado de alguém que conheça o local. Pode ser muito perigoso você se arriscar sozinho em um local desconhecido.

A região Sudeste apresenta muitos locais para a prática do montanhismo, principalmente pelas serras do Mar e da Mantiqueira. Mas por todo o País é possível encontrar locais que possibilitam a prática.

Segundo o presidente do Centro Excursionista Brasileiro, Francesco Berardi, o Rio de Janeiro possui grandes pontos para a prática. "A floresta da Tijuca, a Pedra da Gávea, são ótimas opções".

O que todo montanhista deve ter é um grau de observação apurado. As vezes passamos por locais e nem reparamos a sua condição para o montanhismo. Portanto sempre observe tudo por onde anda. Quem sabe você não descobre um novo pico para o esporte.

Quem pode praticar o Montanhismo

Qualquer pessoa pode praticar o montanhismo. Para isso alguns cuidados devem ser tomados. A primeira precaução que se deve ter é com a condição física. Antes de realizar qualquer roteiro o mais indicado é que você procure um médico e realize uma avaliação física. Dessa maneira você estará evitando qualquer problema mais sério durante o percurso.

Para o presidente do Centro Excursionista Brasileiro, Francesco Berardi, a idade ideal para começar no esporte é a partir dos 12 anos. "O primeiro passo deve ser dado com a escalada. A partir daí, o praticante pode começar a conhecer outras técnicas do montanhismo".

Um bom preparo físico também é essencial. Mesmo que a trilha seja curta, o corpo sempre é exigido. O alongamento é fundamental. Não esqueça de fazer antes e depois da prática.

Dicas de Montanhismo

Preserve a natureza. Esse é o lema de todo montanhista, que tem como princípio praticar um esporte sem modificar as características do local. Uma regra básica é a de que todo lixo que for levado deve ser trazido de volta.

Sempre esteja acompanhado de alguém que já fez o percurso. Essa pessoa poderá dar dicas e auxiliar durante o trajeto.

Leve sempre suprimentos de reserva. Nunca se sabe o que poderá acontecer, portanto seja precavido e evite qualquer surpresa.

Antigamente as montanhas eram tidas como território de dragões e seres alienígenas. Toda essa superstição durou muitos anos e só foi quebrada em 1492, quando o alpinista Antoine de Ville escalou o Monte Aiguille, na França.

Equipamentos do Montanhismo

A lista de equipamentos para o montanhismo é extensa e deve estar adequado ao roteiro que você irá percorrer. Mas alguns itens são fundamentais e devem estar sempre na mochila. Aí vai uma lista com alguns deles:

Mochila: a mochila deve ser adequada ao tipo de caminhada que você está fazendo. Ela deve ter um material resistente e impermeável, além de abrigar todos os itens que você irá levar. Existem marcas especializadas para a modalidade e geralmente são as mais indicadas para a prática do montanhismo.

Mapa: Um mapa detalhado do percurso é fundamental. Ele é um dos quesitos básicos para toda caminhada. Sem ele, não adianta nem tentar.

Bússola: é com elas que você irá se orientar e seguir as instruções do mapa.

Kit de primeiros socorros: nunca se sabe o que irá acontecer no percurso. Por isso é necessário sempre estar prevenido para qualquer imprevisto. Além de estar com o kit é necessário que se saiba utilizá-lo da maneira correta. O mau uso não adiantará em nada.

Lanternas: as lanternas são essenciais e devem ser utilizadas mesmo se o percurso for durante o dia. Pelo caminho podem existir locais com pouca iluminação, nos quais o uso da lanterna é obrigatório. Não esqueça de levar pilhas e lâmpadas de reserva.

Comida extra: Uma alimentação adequada durante a caminhada é fundamental para o sucesso do percurso. Alimentos leves e de fácil digestão são os mais indicados. Sempre leve um pouco a mais do que o necessário caso tenha que ficar mais tempo na trilha.

Roupa extra: É indicado que você leve pelo menos um conjunto de roupas extras para que possa trocar durante o percurso.

Fogo: Os fósforos e os iniciadores de fogo são outros objetos fundamentais. São utilizados para acender a fogueira e esquentar a comida.

Canivete: O canivete sempre é utilizado e deve ser cuidado com todo o carinho. Ele deve estar afiado e pronto para ser utilizado. A sua importância é grande e ele é utilizado praticamente durante todo o percurso.

O ideal é que antes de realizar qualquer percurso você procure obter informações com quem já fez o trajeto. Essa pessoa poderá ajudá-lo e dará dicas do que é necessário ou não.

Modalidades

Escalada livre tradicional, Escalada esportiva em estruturas artificiais, Escalada de competição, Boulder, Progressão artificial em rocha, Big Wall, Escalada alpina, alta montanha, Cascatas de gelo e Rappel.

 

 

Off- Road

O que é o Off-Road

O Off-Road é um esporte que mistura a adrenalina da velocidade e o contato com a natureza. Essa combinação atrai cada vez mais adeptos e a evolução das competições e da organização tem proporcionado um grande crescimento.

Mas o Off-Road, que é utilizado como esporte e terapia pelos praticantes, nasceu de uma necessidade de guerra. É isso mesmo! Os primeiros veículos foram criados durante a 2ª Guerra Mundial com o objetivo de penetrar em locais de difícil acesso.

Hoje em dia já existem outras categorias que disputam o off-road, como é o caso das motos e caminhões. O presidente da Federação Paulista de Motocross, Décio Fantozzi, acredita que a maior dificuldade para praticar esse tipo de esporte é mesmo o lado financeiro.

"É muito difícil para a maioria dos atletas estar sempre com os melhores equipamentos. Às vezes um piloto muito habilidoso que não tem as melhores condições pode não obter bons resultados", disse Fantozzi.

História do Off-Road

A história do off-road está ligada à história da guerra. Os jipes foram os meios de transporte de soldados durante a Segunda Guerra Mundial e foram criados justamente para facilitar travessias em lama, erosões, piadas e outros trechos de acesso mais dificultado, que um carro normal não passaria com a mesma facilidade.

Os jipes antigos, que hoje são objetos de colecionadores, já tinham a tecnologia para enfrentarem todo tipo de terreno. O primeiro jipe a ser fabricado foi para o uso do Exército americano, em 1941. No ano seguinte, a fábrica Willyes, que fazia carros para o governo norte-americano, lançou a marca Jeep.

O off-road chegou no Brasil na década de 80. Os primeiros rallyes começaram a ser disputados e, em 1983, foi fundado o Jeep Clube de São Paulo. Atualmente, os modelos Willys ainda são bastante utilizados. Mas, com a abertura do mercado de importados, no início da década de 90, a venda dos jipes 4x4 subiu consideravelmente.

Onde praticar o Off-Road

O off road pode ser praticado em qualquer local que tenha um terreno acidentado. Por todo o país é possível encontrar ótimos pontos para a prática. No Estado de São Paulo, por exemplo, as cidades de Santos, Brotas, Bertioga e toda a Serra da Mantiqueira, oferecem muitas trilhas com vários graus de dificuldade.

Para o presidente da Federação Paulista de Motocross, Décio Fantozzi, a lei é um obstáculo para os mais novos. "Quem é menor de idade não pode andar legalmente pelas vias públicas. A única solução para os mais novos é andar dentro de circuitos particulares".

No resto do país existem milhares de outras opções. Mas assim como em outros esportes é importante antes de se aventurar conhecer bem o lugar e estar sempre acompanhado de alguém mais experiente. Com essas dicas, você poderá praticar o off-road com o máximo de segurança.

Quem pode praticar o Off-Road

Para praticar o off-road a única exigência é a coragem. Essa é a principal característica dos praticantes desse esporte, já que não é fácil se aventurar por caminhos nada confortáveis.

Segundo o presidente da Federação Paulista de Motocross, Décio Fantozzi, quem tem mais de 4 anos já pode se aventurar. "Meus filhos começaram a andar com 4 anos. Já existem categorias destinadas especialmente para as crianças", disse Fantozzi.

Um bom conhecimento de mecânica também é importante já que imprevistos sempre acontecem. Dessa maneira você saberá como agir e poderá solucionar o problema o mais rápido possível. Esses são os itens principais. E não esqueça sempre de curtir o contato com a natureza.

Como são as competições do Off-Road

As competições de rally premiam os mais regulares. São as famosas provas de regularidade, que funcionam da seguinte maneira: A direção dá prova dá um trajeto a ser percorrido em um determinado tempo. Dentro desse percurso o piloto tem q passar por pontos de checagem que vão confirmar a passagem do piloto. Aquele que tiver menos penalidades ao final da prova é o campeão.

A principal competição do mundo é o rally Paris-Dakar que todos corta a Europa e o continente Africano. No Brasil a maior competição é o Rally dos Sertões realizado no Nordeste.

Equipamentos do Off-Road

Para quem pensa que off-road é apenas o carro, a moto ou o caminhão, está muito enganado. Os equipamentos variam de acordo com a categoria. É necessário antes de tudo escolher o seu veículo, aí sim ir atrás de outros equipamentos que também fazem parte do esporte.

O fator principal para quem vai começar no Off-Road é saber utilizar os equipamentos de forma adequada. Não importa você ter o que há de melhor, sem saber utilizá-lo da forma correta.

Outra dica é que nem sempre o que é mais barato é melhor. Como o esporte exige muita qualidade dos aparelhos, eles têm de ser de boa qualidade.

Abaixo vai uma lista com os principais objetos:

Capacete

Roupas especiais

Botas

Luvas

Joelheiras

Cotoveleiras

Colete

 

Motociclismo Off-Road

 

Conheça, abaixo, as modalidades da prática do motociclismo off-road no Brasil.
Motocross - Provas em circuito fechado com tamanho variando entre 1500 e 2000m e obstáculos naturais. As pistas são largas e os competidores partem todos juntos. A corrida tem várias baterias (geralmente trinta minutos para cada categoria) em que vence o competidor que completar primeiro sua bateria.
Supercross – Uma variável do motocross criada pelos americanos, com pista menor (cerca de 599m) e obstáculos artificiais. As baterias são mais curtas com um número de participantes. Modalidade bastante dinâmica, com uma grande quantidade de saltos que exigem muito preparo físico dos pilotos.
Enduro de velocidade – Semelhante ao motocross, mas com percurso maior (até 4000m). Os pilotos também largam em bateria e vence quem chegar primeiro, após percorrer o tempo estipulado de prova (em torno de 1 hora cada bateria).
Enduro FIM – Prova de habilidade e velocidade que exige pilotos completos, pois enfrentam distâncias mais longas por trilhas e, além da pilotagem, são exigidos na mecânica nas provas. O próprio piloto terá que saber consertar sua moto. Somam-se os tempos dos dias de competição (eventos maiores) ou, caso a mesma dure apenas um dia, vence o piloto que perdeu menos tempo nas “especiais” desse dia, não sendo necessariamente o piloto que chegar em primeiro. A denominação FIM é dada devido aos padrões da Federação Internacional de Motociclismo.
Enduro de regularidade – Criado e praticado somente no Brasil. É uma adaptação dos rallys de regularidade para motos. Os pilotos se guiam através de planilhas, determinando velocidade média de certos trechos e o controle é feito por PCs (Postos de Controle). Exige atenção e raciocínio do piloto.
Cross-contry – Os pilotos enfrentam um percurso pré-determinado (em média 20km). A técnica se difere da do motocross, porque o piloto encontrará outros tipos de obstáculos passando a correr em trilhas com rios, pedras, poeira, etc., exigindo-o de maneira diferente. Vence quem cruzar a linha de chegada primeiro, após um tempo de prova aproximado de 2h30min.
Trial – Os competidores têm de vencer os  mais variados obstáculos. O objetivo é colocar os pés no chão. As competições são realizadas em qualquer local, onde as “acrobacias” possam ser realizadas.

 

Moutain bike

 O que é o Mountain Bike

A bike é com certeza um dos meios de locomoção mais conhecidos e utilizados em todo o mundo. A criatividade dos ciclistas misturada com a evolução das bikes fez nascer várias modalidades de esportes radicais.

O ciclismo, o mountain-bike e o bmx são algumas das categorias do esporte. O tipo dos equipamentos muda de acordo com as exigências de cada modalidade, mas o princípio é sempre o mesmo: pedalar.

"Quem andou de bicicleta uma vez, não esquece jamais". Com certeza você já ouviu essa frase. Não existe nenhuma restrição ao esporte, qualquer pessoa pode pegar uma bike e sair por ai pedalando. O custo do esporte é baixo e as peças e mecânicas podem ser encontradas em todos os cantos do país. O que você está esperando para começar?

A história

 

O Moutain bike surgiu no final dos anos 70, quando um grupo de jovens ciclistas começou a freqüentar  as trilhas das montanhas da Califórnia (EUA). Eram basicamente bikes de estrada, que começaram a buscar um novo estilo no ciclismo, uma alternativa às “magrelas” do asfalto. As trilhas e estradas de terra, mesmo longe de serem encaradas por bikes speed, acabaram por conquistar esses jovens ávidos por novas emoções.
Para poderem encarar as trilhas e despencar morro a baixo, e como não existiam quadros apropriados, passaram a utilizar quadros de bikes cruisers (muitos da marca Schwinn). Então, bastou acrescentar alguns componentes (câmbio, pneus maiores e freios mais eficientes) para iniciarem no novo esporte que começava a surgir. Criam-se assim, as formas básicas das mountain bikes.
Com o tempo, os grupos de praticantes do mountain bike forma aumentando em número e tamanho. E aos poucos, provas foram sendo organizadas, e uma das primeiras competições do mountain bike (de que se tem registro) foi o Repack downhill, um tipo de downhill realizado aos finais de semana em Mount Tamalpais, na Califórnia.
Famosa passou a ser considerada a mola propulsora do esporte, reunindo os competidores que buscavam novos limites, desafiando as precárias bikes e a técnica da época. Dali saíram os futuros atletas que marcaram o mountain bike, como Ned Overend.
Como esporte, o mountain bike cada vez mais acumulou adeptos, sendo hoje encontrada em quase todas as regiões do mundo. Nunca um esporte se espalhou tão rápido. Isto talvez se deva ao fato de aproximar as pessoas cada vez mais da natureza, do prazer e da adrenalina propiciada ao praticante e de continuar no condicionamento físico.
Várias competições são realizadas pelo mundo, elevando o nível técnico e despontando vários “pilotos”, e que hoje formam a elete competitiva do esporte. E o mountain bike passou, a partir de 1996, a ser um esporte olímpico, estreando nos jogos Olímpicos de Atlanta. Isso evidencia a importância em que o esporte se encontra atualmente e quem sabe se eleve cada vez mais no futuro.

Atletas do Mountain Bike

Talvez os nomes mais importantes do esporte sejam mesmo Tom Ritchey e Gary Fisher, que além de serem os primeiros a praticar foram os que deram os primeiros passos para a fabricação das mountain-bikes e, posteriormente, sua popularização.

Ritchey com suas pesquisas foi quem mais contribuiu para o desenvolvimento de novos materiais para o esporte. Além de praticar, ele construía e desenvolvia artesanalmente novos aparatos para suas bikes. Foi ele quem desenvolveu o primeiro protótipo do famoso quadro diamante, principal modelo utilizado até hoje.

Por outro lado Gary Fischer foi quem adaptou e desenvolveu vários componentes, como o câmbio. Hoje em dia os dois possuem suas respectivas empresas, a Ritchey e a Fischer Bikes.

Competições do Mountain Bike 

As competições de mountain-bike são divididas em seis categorias. São elas: Cross Country, Downhill, Dual Slalom, Freeride, Trial e Uphill.

Cross Country - Geralmente são de longa distância, chegando a ter mais de 100 Km, com um terreno que varia com subidas e descidas. As provas normalmente acontecem em circuitos, nos quais os atletas dão várias voltas.

Downhill - Uma prova só com descidas. O que vale é a técnica, já que a dificuldade do percurso geralmente é alta.

Dual Slalom / 4X - É como a competição do esqui, com dois atletas correndo lado a lado. São colocadas bandeiras por onde o piloto deve passar. Quem chegar primeiro vence.

Freeride - É uma categoria que foi feita para pessoas que não pedalam em um nível profissional, na qual são julgados técnica, dificuldade e estilo, ao invés de rapidez.

Biketrial - O que vale é o equilíbrio. Ao passar por grandes obstáculos como latas de lixo, escadas, mesas, carros e etc. Ganha quem menos encostar o pé no chão.

Uphill - São as subidas. As bikes são leves para facilitar a subida do competidor.

Dicas do Mountain Bike

Sempre utilize todos os equipamentos de segurança. Eles são fundamentais, até porque os tombos fazem parte do mountain-bike.

A bicicleta deve ser sempre cuidada com todo o carinho. Dessa maneira você estará aumentando a durabilidade do equipamento.

Procure pessoas experientes no esporte para pegar algumas dicas. Eles já sabem quais são as principais dificuldades e podem orientá-lo.

Para quem não pode fazer uma trilha devido a correria do dia-a-dia pode optar pelos jogos de vídeo game do esporte. Os gráficos e a evolução desses jogos proporcionam uma boa distração. Mas assim que der saia com sua bike.

Equipamentos do Mountain Bike

O mais importante na bike é o conjunto. Não importa você ter metade das peças de boa qualidade e o resto ruim, pois você não obterá um bom resultado. Abaixo vão algumas dicas das principais peças da bicicleta.

Freios: Existem quatro modelos de freios, que são: cantilevers (mais antigos), v-brakes, hidráulicos e a disco. Nunca escolha um acessório pelo preço. Lembre-se que a bicicleta é um conjunto.

Quadros: Com certeza é a parte mais importante da bicicleta. É ele quem determina para que tipo de competição você estará apto a participar. Apesar de existirem vários tipos de quadros (aço, cromo, alumínio, fibra de carbono, metal matrix e titânio), o que vale realmente é a forma.

Suspensões: existem dois modelos de suspensão. A traseira e a dianteira. O mais importante nesse equipamento é ver o peso, a resistência, rigidez e a compressão.

Câmbio: Popularmente conhecido como marcha, o câmbio é dividido em três partes: câmbio traseiro, câmbio dianteiro e passador. O câmbio faz com que a corrente mude de peão ou coroa. Já o passador é quem realiza a mudança.

Rodas: As rodas dividem-se em quatro componentes: aro, cubo, raios e pneu. Cada um tem uma função diferente. O importante é buscar a qualidade dos equipamentos, pois uma peça que não se adapte as outras pode prejudicar todo o equipamento.

Onde praticar o Mountain Bike

O fator essencial do mountain-bike é o contato com a natureza. O Brasil oferece opções para todos os gostos. O mais importante é saber o seu nível e procurar o local que mais se adapte.

Existem clubes e associações que organizam competições e passeios que são uma ótima forma de iniciar no esporte. O mais conhecido local de mountain-bike é o Estado de Minas Gerais, considerado a capital nacional.

Uma dica importante é sempre olhar ao redor. Não se esqueça de que às vezes você pode estar ao lado de uma trilha maravilhosa e nem sabe disso.

Quem pode praticar o Mountain Bike

Quem nunca andou de bicicleta pelo menos uma vez na vida? Se você já andou então está apto a praticar o mountain-bike. É claro que não é tão simples assim, e por exigir certa habilidade do praticante, o ideal é que você pratique um pouco antes de encarar um terreno acidentado.

Um exame de saúde é indicado, assim como para qualquer outra atividade física, já que você terá um desgaste praticando o mountain-bike. Então é isso! Um pouco de habilidade com a bicicleta e um bom preparo físico. Agora é só curtir a paisagem e o passeio!

 

Skateboard

 

O "Skate" surgiu nas ladeiras da Califórnia, com surfístas que procuravam diversão durante os dias sem ondas. Em uma madeira que imitavam prancha, colocaram rodinhas de patins para que assim pudessem "surfar" em terra firme . No inicio, era chamado "sidewalk surfing" (surf de calçada) e rapidamente se espalhou por todo os EUA. Em 1965, já tinha criado uma identidade, com manobras próprias , ganhando o seu nome definitivo: skateboard. Em meados dos anos 70, os skatistas passaram a experimentar novos "picos", até descobrirem as piscinas vazias das residências de férias. Inspirada nas ondas, as transições entre o fundo e a parede dessas piscinas propiciaram o nascimento de muitas manobras, tanto de bordas, como de aéreos. Surgia assim a modalidade: "vertical". No final dessa década, o esporte já havia sido absorvido pela cultura de massa. Skates começaram a ser fabricados em série e comercializados em loja de surfe. Os primeiros campeonatos proliferavam as manobras se tornaram ainda mais dramáticas com o advento dos "Skateparks", um pouco mais tarde, no ininio dos anos 80. Foi nessa década que surgiram nomes importantes do esporte como: Steve Caballero, Tony Alva, Tom Sims, Stacy Peralta, entre outros. Por volta de 84, os skatistas exploram os mais diversos e convencionais elementos da paisagem cotidiana e a arquitetura modernista ocidental incentivou o desenvolvimento do "streetstyle". A manobra básica "ollie" incorporou inúmeras variantes, com isso, tudo virou "point": paredes de prédios, degraus, corrimãos e bancos das praças... Mas foi na década de 90 que skate teve a sua maior evolução. O esporte ficou mais técnico e a variedade de manobras se multiplicou, principalmente com o surgimento do "switchstance" (andar com base trocada). Houve crescimento de praticantes, de mercado, da organização do esporte e da exposição na mídia. Hoje, o skate competitivo basicamente se divide em: "street"e " vertical". A grande maioria dos campeonatos são disputados nessas duas modalidades, mas ainda existem outras como: "Downhil", "Speed", Mini Ramp", Freestyle" e "Pool". O skateboard, atualmente, continua crescendo com muitas pistas sendo construídas no mundo todo e com uma enorme variedade de manobras e locais onde se pode presenciar toda a energia desse esporte sem limitações que é tendência no Brasil e no mundo

 

Canyoning

O que é o Canyoning

Apesar de se ter uma idéia de que o canyoning é apenas uma escalada em cachoeiras, por esta ser a modalidade mais conhecida, o esporte busca explorar de maneira plena os canyons e rios.

Tudo começou com a necessidade de transpor obstáculos naturais. Dessas dificuldades foram criadas novas técnicas que possibilitaram aos aventureiros desbravar locais antes inacessíveis. Do prazer de conhecer o novo é que nasceu o canyoning.

O esporte em si é novo e suas competições são organizadas a pouco mais de 20 anos. Mas o grande aumento no número de praticantes e as muitas possibilidades fazem do canyoning uma atividade promissora.

Segundo o instrutor Anderson Errero, a procura tem sido muito grande. "Nos últimos cinco anos, com a divulgação do esporte, tem crescido bastante o número de praticantes. Com isso o número de competições e a especialização no esporte também aumentaram".

História do Canyoning

O canyoning começou a ser praticado no início do século com as expedições de Edouard Alfred Martel, um explorador francês que foi contratado pelo governo da França para explorar canyons, gargantas e cavernas entre a França e a Espanha. Martel acabou desenvolvendo técnicas de canyoning e é considerado o precursor do esporte.

Como esporte, o canyoning tem pouco mais de 30 anos, já que as primeiras competições foram realizadas no final da década de 70. No Brasil, o canyoning teve início em 1990, através de um grupo chamado "Grupo H2Omem", que se tornou a maior referência dessa prática no país. Em dez anos, o grupo cadastrou mais de 2 mil cachoeiras em 12 estados brasileiros.

Atualmente o Brasil está entre os 10 maiores praticantes de canyoning do mundo. Mas o canyoning não é reconhecido no país como atividade esportiva e sim recreativa. As principais competições de canyoning foram realizadas e 1992 e 1993 nos Pirinues, na Espanha e na Ilha da Reunião, uma possessão francesa na costa africana do Índico, em 1995. No Brasil, foi realizada uma competição de cascading em Minas Gerais, em 1998.

Onde praticar o Canyoning

O Brasil é um país com excelentes condições para a prática do canyoning. Com um ambiente privilegiado os praticantes tem no país uma oportunidade de desbravar lugares maravilhosos.

Em todas as regiões é possível encontrar canyons e rios de todos os níveis, tanto para iniciantes quanto para os mais experientes.

Para o instrutor Anderson Erreo, a segurança é fundamental. "O ideal é que em qualquer situação você sempre esteja acompanhado de um guia experiente. Não vale a pena se arriscar, as conseqüências podem ser nada agradáveis".

Quem pode praticar o Canyoning

O canyoning pode ser praticado por qualquer pessoa que tenha coragem e vontade de descobrir locais praticamente inóspitos. Porém, algumas medidas devem ser tomadas antes de se aventurar.

Para o instrutor Anderson Errero, a idade ideal para o início da prática é a partir dos 14 anos. "Com essa idade o interessado já pode procurar uma escola especializada e começar a descer os rios".

Outro fator fundamental é ter um bom preparo físico. Apesar de existirem vários níveis de dificuldade, todos exigem de alguma maneira uma boa condição física. Nunca esqueça de realizar uma avaliação médica.

Depois disso é só aproveitar e curtir a natureza.

Como são as competições de Canyoning

As competições de canyoning premiam a regularidade do atleta durante o trajeto. O vencedor é aquele que conseguir chegar no local determinado, no tempo estipulado. São formadas as equipes e todas partem juntas rumo ao objetivo.

As principais competições são realizadas no exterior, principalmente na Espanha. Os atletas brasileiros ainda não disputam essas competições, ficando restritos ao cenário nacional.

Dicas e curiosidades do Canyoning

O canyoning é um esporte relativamente novo. Mas o seu percussor foi o francês Edouard Alfred Martel, que no início do século XX criou as primeiras técnicas do esporte.

Os equipamentos são praticamente os mesmos da espeleologia, isso porque o canyoning é derivado deste esporte.

Existem agências especializadas no canyoning que oferecem toda a infra-estrutura necessária para a prática do esporte. Procure a mais próxima da sua residência e aventure-se.

Equipamentos do Canyoning

A lista de equipamentos para o canyoning é extensa e deve estar adequada ao roteiro que você irá percorrer. Mas alguns itens são fundamentais e devem estar sempre na mochila. Aí vai uma lista com alguns deles:

A mochila deve ser adequada ao tipo de caminhada que você está fazendo. Ela deve ter um material resistente e impermeável, além de abrigar todos os itens que você irá levar.

Um mapa detalhado do percurso é fundamental. Ele é um dos quesitos básicos para toda caminhada. Sem ele, não adianta nem tentar.

A bússola é quem dá a direção e vai te orientar durante a prática.

Nunca se sabe o que irá acontecer no percurso. Por isso é necessário sempre estar prevenido para qualquer imprevisto. Além de estar com o kit é necessário que se saiba utilizá-lo da maneira correta. O mau uso não adiantará em nada.

As lanternas são essenciais e devem ser utilizadas mesmo se o percurso for durante o dia. Pelo caminho podem existir locais com pouca iluminação, nos quais o uso da lanterna é obrigatório. Não esqueça de levar pilhas e lâmpadas de reserva.

Uma alimentação adequada durante a caminhada é fundamental para o sucesso do percurso. Alimentos leves e de fácil digestão são os mais indicados. Sempre leve um pouco a mais do que o necessário caso tenha que ficar mais tempo na trilha.

É indicado que você leve pelo menos um conjunto de roupas extras para que possa trocar durante o percurso. Os fósforos e os iniciadores de fogo são outros objetos fundamentais.

O canivete sempre é utilizado e deve ser cuidado com todo o carinho. Ele deve estar afiado e pronto para ser utilizado. A sua importância é grande e ele é utilizado praticamente durante todo o percurso.

O ideal é que antes de realizar qualquer percurso você procure obter informações com quem já fez o trajeto. Essa pessoa poderá ajudá-lo e dará dicas do que é necessário ou não.

 

Escalada

O que é a Escalada

A escalada esportiva é uma prática que utiliza as técnicas e movimentos de montanhismo e que tem como objetivo exigir o máximo de força e concentração do atleta. A técnica, a coragem, a adrenalina, juntamente com a força, são os fatores fazem da Escalada um esporte apaixonante.

Para quem pensa que o esporte se resume a "homens-aranha" que ficam escalando grandes arranha-céus pelo mundo, está enganado. A escalada é muito mais importante que isso e quem pratica quer antes de tudo desenvolver uma atividade que irá livrá-los do stress do dia-a-dia.

O atleta da escalada deve encontrar diferentes soluções para ultrapassar os obstáculos, não importando se está em uma cadeia de famosas montanhas européias ou na parede de uma academia.

Um dos principais atrativos da escalada é o fato de ela poder ser praticada em qualquer cidade, bastando para isso uma parede em qualquer academia. Hoje já é muito difundida a prática da Escalada nos grandes centros.

Para o diretor técnico da Associação Paulista de Escalada Esportiva, Tom Papi, o crescimento do esporte se deu principalmente por esse motivi. "Hoje qualquer um pode praticar a escalada com toda a segurança em clubes e academias, nas principais cidades brasileiras", diz Papi.

História da Escalada

A história da escalada esportiva começou em um rigoroso inverno ucraniano. Foi nos anos 70 que um ucraniano teve a idéia de durante a fase mais fria do ano pendurar pedras em sua parede para que pudesse treinar. A idéia foi tão boa que logo todos os outros escaladores locais copiaram a idéia. Surgia aí a escalada esportiva.

Em 1985, na Itália, foi realizado o primeiro campeonato mundial. Que teve como obstáculo uma parede natural. Em 1987, pela primeira vez um campeonato foi realizado em uma parede artificial.

A copa do mundo de Escalada Esportiva foi criada em 1990. E, dois anos mais tarde, na Olimpíada de Barcelona, finalmente veio a consagração do esporte, quando foi praticado como demonstração.

No Brasil o esporte começou a ser praticado no final da década de 80. O grande divisor de águas no país foi a realização, em 1989, do I Campeonato Sul Americano de escalada Esportiva, em Curitiba. A partir daí novos atletas e patrocinadores passaram a apoiar e a praticar o esporte.

Onde praticar a Escalada

A escalada esportiva pode ser praticada em qualquer local que possua uma parede de alpinismo. No Brasil a atividade está bastante difundida. Nas principais cidades já existem academias e clubes que oferecem toda estrutura para a prática do esporte.

"Esse crescimento no número de locais que possuem uma parede de alpinismo aumentou, em muito, o número de praticantes", disse o diretor técnico da Associação Paulista de Escalada Esportiva, Tom Papi.

A natureza oferece lindas paisagens naturais. Só que para fazer esse tipo de escalada você precisará da ajuda de profissionais experientes, que tenham um bom conhecimento do local a ser explorado.

Quem pode praticar a Escalada

A escalada esportiva é considerada uma atividade completa, pois agrupa vários aspectos importantes para o desenvolvimento de qualquer pessoa. Por requerer uma preparação física e técnica do praticante, se torna uma ótima maneira de manter o preparo físico e cuidar da saúde.

Mas não é um esporte puramente físico, muito pelo contrário. A escalada exige dos praticantes um raciocínio rápido e muita inteligência na hora de escolher o melhor caminho.

É importante que antes de procurar praticar a escalada, assim como qualquer outro esporte, que você faça um exame médico e veja suas reais condições

Como são as competições de Escalada

A escalada esportiva divide-se em três categorias distintas. São elas: Escalada de Boulder, de Dificuldade e de Velocidade. A escalada de boulder é praticada geralmente em estruturas que não possuem mais que 5 metros de altura, ou que não precisam da aplicação de nenhum sistema de segurança contra quedas.

A escalada de dificuldade já é realizada em estruturas mais complexas que podem atingir até 25 metros de altura. Nesta modalidade o objetivo do escalador é alcançar o ponto mais alto da estrutura fazendo movimentos acrobáticos e de extrema dificuldade.

E por último tem a Escalada de velocidade, que consiste praticamente nos mesmos moldes da escalada de dificuldade, porém com rotas mais simples e o objetivo é chegar ao ponto mais alto no menor tempo possível.

Dicas e curiosidades sobre a Escalada

A escalada esportiva pode ser realizada dentro de casa. É isso mesmo. Muitos atletas utilizam as paredes de casa para treinamento, buscando se aperfeiçoar a todo o momento.

A parede de escalada foi criada por um ucraniano que não queria deixar de escalar durante o rigoroso inverno do país e resolveu colocar pedras na parede. A idéia foi um sucesso.

Nas principais cidades do país já podem ser encontradas academias e clubes com paredes de escalada.

Equipamentos de Escalada

Os equipamentos básicos para a prática da escalada são: cordas, sapatilha para escalada, capacete e pó de magnésio para passar nas mãos.

A segurança do esporte é um dos quesitos mais importantes, que atrai um grande número de praticantes. E as cordas têm exatamente essa função, já que sem elas os tombos são inevitáveis.

Para transpor os obstáculos a utilização de uma sapatilha especial pode facilitar muito sua vida. Ela tem o formato ideal para propiciar maior equilíbrio e segurança.

O pó de magnésio é esfregado na mão e aumenta o atrito com a parede. Dessa maneira fica mais difícil escorregar.

Por último tem o capacete que é o item de segurança mais comum nos esportes radicais. A sua função e importância todos conhecem, portanto nunca esqueça de utilizá-lo.

Segundo o diretor técnico da Associação Paulista de Escalada Esportiva, Tom Papi, esses equipamentos são fundamentais. "Como todo esporte radical a escalada oferece riscos. Porém, com a utilização de todos os equipamentos de segurança esse risco cai praticamente a zero".

 

Orientação

O que é a Orientação

Orientação é um esporte que tem como objetivo encontrar um determinado local no menor tempo possível, passando por pontos determinados, com a ajuda de mapas e bússolas.

As principais habilidades que o praticante deve ter é com relação a leitura de mapas e orientação territorial, além da escolha do melhor terreno a seguir.

Existe um órgão que regulamenta o esporte, que é a Federação Internacional de Orientação (IOF) com sede em Helsinque - Finlândia. Ela é quem determina a nível mundial todas as regras das quatro categorias de orientação: Pedestre, Mountain Bike (MTB), Esquis e Trail Orienteering (portadores de necessidades especiais).

História da Orientação

A orientação surgiu juntamente com a aparição dos primeiros mapas topográficos modernos, no século XIX. Na Europa, foram os exércitos que organizaram as primeiras competições.

A primeira prova oficial de orientação foi realizada em 17 de outubro de 1890, na Noruega. As regras passaram por grandes mudanças com o tempo. A partir da década de 60 foram criados novos mapas especialmente para a prática da orientação. Com isso, aumentou a possibilidade de exploração de novas rotas.

Atualmente, as competições atuais buscam percursos com grande variação de terrenos e distâncias. Cada vez mais é exigida do atleta maior habilidade e o esporte vem caminhando para uma grande evolução.

No Brasil, as primeiras competições militares foram organizadas pelo Coronel Tolentino Paz, em 1971. Em 1984, foi realizado em Curitiba, Paraná, a 17 º Campeonato Mundial Militar de orientação, que contribuiu para o desenvolvimento do esporte entre os militares e civis brasileiros.

Em 1996 foi realizado o 1º Troféu Brasil de Orientação, na cidade de São José dos Campos, no estado de São Paulo. O campeonato foi o precursor e antecessor dos 5 dias de Orientação do Brasil. Esta competição culminou com uma reunião, onde foram definidos os primeiros passos para a criação da Confederação Brasileira de Orientação, a CBO.

Onde praticar a Orientação

A orientação pode ser praticada em qualquer local que a natureza ainda esteja preservada, bastando para isso uma organização e mapas do percurso. Além disso, antes de qualquer prova o ideal é que tenha uma retaguarda por trás e pessoas que já tenham feito aquele caminho.

Não faça trajetos que vão além de sua capacidade ou ultrapasse seus limites. Respeite em primeiro lugar seu corpo e sua resistência.

Quem pode praticar a Orientação

Qualquer pessoa pode praticar a orientação. A única exceção que se faz é com a participação de crianças, já que o entendimento dos mapas e as dificuldades do percurso dificultam a prática do esporte.

Um bom preparo físico é fundamental, além é claro, da realização de exames médicos. Esses exames podem prevenir qualquer ocorrência mais grave, e ajudam a saber qual é realmente a sua condição física.

Como são as Competições de Orientação

As competições de orientação premiam aquele que mais rapidamente consegue chegar ao ponto final, passando por todos os postos de controle. A passagem pelos postos é obrigatória e deve ser respeitada. Ao final aquele que tiver feito um percurso perfeito é o vencedor.

Atualmente existem inúmeros clubes de orientação no Brasil, todos ligados a Confederação Brasileira de Orientação (CBO), que é quem determina e regulamenta todos os campeonatos em território nacional.

Equipamentos de Orientação

Existem alguns equipamentos básicos para o bom desenvolvimento do montanhismo. Entre eles a roupa que deve ser usada. O material deve ser leve e não reter líquidos. O tecido mais utilizado é o nylon. Geralmente os competidores utilizam calça e camisa.

O tênis deve ser especifico para caminhada em diversos terrenos. Ele também não pode reter muito líquido e deve ser resistente.

A bússola é fundamental. Mas é necessário que saiba utilizá-la de maneira correta. O mau uso pode ser fatal na hora da corrida. O cartão de designação é o alicerce do atleta. É nele que você vai encontrar as determinações e os pontos de controle.

O mapa é quem indica as variações de terreno do percurso. Ele é um auxiliar fundamental e é através dele que você irá poder determinar a melhor rota.

Os picotadores são utilizados para você certificar que passou por determinado posto de controle. Ele é utilizado para furar o cartão que se encontra no local.

 

Rapel

O que é o Rapel

Uma técnica de descida que o praticante utiliza para transpor obstáculos como prédios, paredões, cachoeiras, entre outros, com o uso de cordas ou cabos.

O termo "rappel" vem do francês e significa trazer e recuperar. Apesar de não se saber exatamente quando a técnica foi criada, ela foi utilizada por espeleólogos, que usavam desse recurso para explorar cavernas.

Existe uma grande discussão sobre se o rapel é um esporte ou apenas uma técnica. os que acreditam se tratar do esporte encaram como uma atividade divertida e que é utilizada sem outros fins, apenas por diversão. Já os que acreditam se tratar de uma técnica, geralmente a utilizavam como um meio de realizar outra modalidade, outro esporte ou mesmo a trabalho.

Segundo o instrutor de rapel, Saulo Roberto, a prática tem crescido muito nos últimos anos. "O número de pessoas interessadas na modalidade aumentou muito graças a grande divulgação que o esporte tem conseguido junto à mídia".

História do Rapel

A técnica do rapel foi "inventada" em 1879 por Jean Charlet-Stranton e seus companheiros Prosper Payot e Frederic Folliguet durante a conquista do Petit Dru, um paredão de rocha coberta de gelo e neve, perto de Chamonix, na França.

Por ser uma atividade de risco, eles viram-se obrigados a trocarem suas cordas de algodão, que muitas vezes não duravam e se rompiam com facilidade, por equipamentos especializados e de maior resistência, surgindo assim algumas empresas pioneiras em materiais de exploração.

O rapel foi se tornando uma forma de atividade praticada nos fins de semana, à medida que as explorações e técnicas foram se popularizando, surgindo assim novas modalidades.

Até hoje, o rapel é usado nas forças armadas para resgates, ações táticas e explorações, por ser a forma mais rápida de descer algum obstáculo.

No Brasil, o rapel apareceu há 15 anos com os primeiros espeleólogos, pessoas que exploram cavidades naturais, tais como a formação das grutas, cavernas, fontes e águas subterrâneas. Somente nos últimos anos ele tem sido visto como esporte.

Os rapeleiros, como são chamados os praticantes, descem grutas, cachoeiras e até prédios utilizando um material que garante a segurança e o sucesso da descida. Durante o trajeto, é possível realizar algumas manobras na cadeirinha, como balançar e até ficar de cabeça para baixo.

Onde praticar o Rapel

O rapel pode ser praticado em qualquer local, desde que ofereça a segurança necessária e, esteja de acordo com o seu nível de habilidade. É fundamental não ultrapassar seus limites e respeitar os da natureza. "Só você sabe quais são os seus limites, respeite-os", dá a dica o instrutor Saulo Roberto.

A escolha de um bom instrutor, experiente e com conhecimento do local é essencial. É ele quem vai dar todas as coordenadas e ajudar caso algum problema aconteça.

Por se tratar de um esporte com risco, a checagem dos equipamentos é fundamental. A boa qualidade deles é que vai evitar problemas e resguardar a sua integridade.

Quem pode praticar Rapel

O mais importante na hora de praticar o rapel é estar atento a todos os itens de segurança. É necessário estar acompanhado de um instrutor que conheça bem o local, utilizar os equipamentos corretos e em bom estado e não desrespeitar a natureza.

Para o instrutor Saulo Roberto, a idade mais indicada é a partir dos 8 anos de idade. "Por se tratar de um esporte que requer bom senso e atenção, antes dessa idade fica difícil para a criança assimilar as técnicas".

Cumprindo todos esses quesitos você estará apto a desfrutar dos prazeres do rapel. A técnica em si pode ser aprendida facilmente, e o ideal é que pessoas com problemas de saúde façam um exame médico antes de se arriscar.

Dicas e curiosidades sobre o Rapel

O rapel antes de ser um esporte surgiu como uma técnica utilizada pelos espeleólogos para procurar cavernas e ter acesso a locais inacessíveis, por volta da segunda metade do século XIX.

O esporte se praticado de maneira imprudente representa grande perigo aos praticantes. Um instrutor capacitado e que conheça o local, com o auxílio de bons equipamentos diminui muito o risco de qualquer acidente.

Técnica ou esporte? Existe uma discussão para saber se o rapel é mesmo um esporte ou uma técnica. Os que defendem que se trata de uma prática esportiva alegam que o rapel traz diversão, adrenalina e ainda previne a saúde. Os que são contra alegam que pela técnica ser simples não pode ser considerada como esporte.

Equipamentos do Rapel

Os equipamentos de tem de ter qualidade e apresentarem um bom estado de conservação. Segundo o instrutor de rapel, Saulo Roberto, a qualidade é fundamental. "Você é dependente do equipamento, portanto preste muita atenção se ele é certificado para o esporte e seu estado de conservação é bom".

As cordas geralmente fabricadas de Poliamida, uma fibra sintética resistente ao atrito.

Elas são classificadas em dinâmicas e estáticas, as dinâmicas são utilizadas para escaladas e as estáticas para rapel, canyoning, (resgate).

Os mosquetões são peças feitas de duralumínio, uma liga especial que proporciona grande resistência. A função desse objeto é fazer ancoragens, costuras, prender o escalador a corda, etc.

Os freios oito são fabricados com o mesmo material dos mosquetões e são a ligação do atleta com a corda. As cadeirinhas que são feitas de nylon resistente com costuras especiais. O anel é de poliamida e é usado para ancoragens, resgate e como fitas guias.

 
   
   
   
   
   

 

 

 

 

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